Em 2023 as instituições privadas terão mais alunos no ensino à distância que no presencial, indica pesquisa da ABMES

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Uma pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), divulgada nesta dia 22 de maio, mostra que caso a tendência de crescimento nas matrículas no ensino superior continue a mesma, em 2023 o número de ingressantes por meio da educação à distância (EAD) nas universidades particulares será maior que o daqueles que entram para cursos presenciais.
De acordo com o estudo, a projeção é que em 2023 haja 2.276.774 matrículas novas de ensino superior na educação à distância, o correspondente a 51% do total, enquanto que os cursos presenciais das instituições particulares registrarão 1.993.319 ingressantes. Os últimos dados do Censo da Educação Superior 2016, divulgados no ano passado pelo Ministério da Educação (MEC), mostram que nas instituições privadas o número de alunos que entraram em cursos presenciais naquele ano era 1.637.461, enquanto que 818.691 ingressaram na educação à distância.

— É uma boa notícia, signfica a ampliação do acesso ao ensino superior. Determinadas faixas da população que não tinham essa oportunidade, seja porque são mais velhos e não queriam voltar a estudar da forma tradicional, ou porque são trabalhadores que não têm disponibilidade de voltar a ser aluno por tempo integral, agora voltaram a estudar. A educação à distância também tem alcance expandido em regiões do país que não tinham acesso— afirma Celso Niskier, vice-presidente da ABMES, que explica que o crescimento da modalidade se deve também ao declínio nos contratos do Fies, que financiavam a entrada no ensino presencial.

As informações divulgadas pelo Censo no ano passado já evidenciavam a importância da educação à distância para manter o crescimento de matrículas no ensino superior privado. Na época, o Censo apontou que o índice de novos alunos nessa modalidade aumentou 297,3% em uma década, considerando instituições públicas e privadas. Esse crescimento fez com que a participação desta modalidade no percentual de novos alunos saltasse de 10,8% em 2006 para 28,2% em 2016.

Ao perguntarmos, espontaneamente, qual é a modalidade de curso de graduação preferida por potenciais e atuais alunos, o modelo presencial clássico ainda é o mais aceito.

Porém, a EAD é opção para parte relevante do público.

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Como resultado, a distância entre presencial e EAD está cada vez menor.

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Se ambas as modalidades mantiverem as atuais taxas de crescimento anual, a EAD irá superar o presencial em 2023.

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Se ambas as modalidades mantiverem as atuais taxas de crescimento anual, a EAD irá superar o presencial em 2023.

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Cursos a distância crescem 127% em um ano

Jornal da Band: o vice-presidente da ABMES, Celso Niskier, fala sobre o resultado da pesquisa “Um ano do Decreto EAD – O impacto da educação a distância na expansão do ensino superior brasileiro”

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Os dados mostram que a maioria das pessoas que escolhem a educação à distância têm em média de 31 a 40 anos, trabalham e são casadas. Essa modalidade também é mais popular entre as mulheres, que representam 62% dos que escolhem a EAD.

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Após um ano da publicação do Decreto nº 9.057/2017, que estabeleceu o novo marco regulatório da educação a distância (EAD) no país, o cenário do segmento já apresenta evoluções significativas, que podem contribuir para a ampliação do acesso de estudantes à graduação. Estudo realizado pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) em parceria com a empresa de pesquisas educacionais Educa Insights mostra que a modalidade cresceu no último ano e desponta como uma das principais escolhas de boa parcela dos estudantes ao optarem por uma faculdade. Seguindo a média das projeções de crescimento, a expectativa é de que no ano de 2023, a EAD supere o formato presencial nos cursos de graduação no país, com mais alunos ingressando e estudando por meio de plataformas online.

O estudo “Um ano do Decreto EAD – O impacto da educação a distância na expansão do ensino superior brasileiro” ouviu, 1.012 homens e mulheres de 18 a 50 anos de idade, de classes A e B, C, D e E, com interesse em cursar uma graduação nos próximos 12 meses ou já matriculados na educação superior nas modalidades EAD ou presencial em todas as regiões brasileiras. “Este primeiro levantamento após o novo marco regulatório da EAD é um importante passo no sentido de aferir como está o processo de desenvolvimento da educação superior no Brasil. E o que pudemos observar com a pesquisa foi que a resistência à modalidade EAD praticamente se desfaz quando o estudante tem conhecimento de que a parte prática do curso é oferecida de modo presencial”, aponta o diretor presidente da ABMES, Janguiê Diniz.

De acordo com o Censo da Educação Superior, a diferença entre o número de matrículas em cursos presenciais e EAD tem caído a cada ano, passando, respectivamente, de 80% contra 20%, em 2010, para 67% contra 33% em 2016. Essa aceitação à modalidade online também foi constatada pela pesquisa. Quando perguntado aos entrevistados qual a modalidade de curso de graduação preferida, embora o modelo presencial clássico ainda seja o mais aceito, com 56% da preferência, 44% dos respondentes não fazem questão exclusivamente do modelo presencial.