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O trabalho de conclusão de curso (TCC) constitui-se em um momento de potencialização e sistematização de habilidades e conhecimentos adquiridos, na forma de pesquisa acadêmico-científica. Trata-se de uma experiência fundamental uma vez que proporciona a oportunidade de resolver de forma rigorosa e criativa problemas teóricos e empíricos relativos à formação.
Como trabalho que se submete aos padrões da produção científica, a Monografia deve respeitar seus parâmetros. Na ESAB, ela envolve três etapas:
1. Plano de Monografia
2. Produção da Monografia
3. Avaliação da Monografia
Estas três etapas conjugadas e sujeitas ao crivo da lógica de procedimento da Ciência asseguram à Monografia um caráter diferente dos trabalhos normalmente desenvolvidos pelos estudantes em suas respectivas disciplinas. A monografia é, portanto, um trabalho de síntese que articula o conhecimento global do aluno no interior de sua área de formação. Desta forma, a monografia deve ser concebida e executada como uma atividade científica.
Tomando como base o caráter científico, a Monografia na ESAB compreende, em sua Primeira Etapa a elaboração de um Plano de Monografia. Como critérios básicos para esta fase, o Plano terá que atender aos seguintes requisitos: a escolha da linha de pesquisa e tema, a definição do problema, a identificação dos objetivos da pesquisa, a estrutura do referencial teórico e da bibliografia a ser utilizada e a breve descrição da metodologia.
A Segunda Etapa - Produção da Monografia - corresponde à fase de elaboração e envio da monografia finalizada para análise do tutor orientador. Para concluir a Monografia é imprescindível que o aluno aplique os conhecimentos científicos de sua área de conhecimento, bem como efetue as atividades dentro de parâmetros mínimos de cientificidade. O aluno deve valer-se de métodos e técnicas universalmente aceitas pela comunidade científica que incluem pertinência, consistência, manipulação de variáveis e de hipóteses, mensuração de dados primários e/ou secundários de acordo com padrões de representatividade e generalização compatíveis com seu tema, seu problema/hipótese de trabalho e sua área de conhecimento ou de exercício profissional. O trabalho deve obedecer às orientações desse Manual, bem como os padrões existentes para a produção científica.
Finalmente, na Terceira Etapa, Avaliação da Monografia, como toda investigação que possui caráter científico, a Monografia deve ser submetida ao crivo da crítica da comunidade. De fato, para lograr sua aprovação final, terá que ser levada à apreciação de uma Banca Examinadora. A Banca Examinadora tem a função de avaliar a Monografia sob a ótica de diferentes perspectivas. Neste sentido, a banca deverá avaliar a consistência lógica da investigação, a coerência entre problema de investigação, hipótese e nível de demonstração ou de validade argumentativa na correlação entre pressupostos, postulados e corroboração empírica, observando as normas para a produção científica. Sujeito à crítica, na multiplicidade de perspectivas representadas pelos avaliadores, a Monografia estará cumprindo seu papel de atividade de iniciação científica.
Do ponto de vista do aluno, a defesa diante de uma Banca Examinadora significa a possibilidade de testar sua competência discursiva, de exercitar sua capacidade argumentativa e de defender sua perspectiva frente a outras diferentes ou concorrentes. Ao mesmo tempo, permitir-lhe-á esclarecer elementos de seu trabalho que possam ter ficado obscuros ou frágeis do ponto de vista de sua consistência ou pertinência científica. Neste sentido, a defesa da Monografia exercitará a capacidade lógico-dedutiva, de análise e de síntese do aluno, bem como sua fluência em resposta diante de argumentos distintos daqueles que desenvolveu. A necessidade de defesa diante de uma Banca justifica-se pela imposição da previsão legal.