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Educação

Enem apanha todo santo dia, diz Haddad

Haddad passa o cargo nesta terça para Mercadante  Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Haddad passa o cargo nesta terça para Mercadante Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Laryssa Borges
Direto de Brasília

Em um de seus últimos discursos como auxiliar da presidente Dilma Rousseff, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira que os principais programas educacionais do governo sempre foram alvo de críticas. Ferrenho defensor do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como alavanca para a universalização do acesso ao Ensino Superior, Haddad disse que o “Enem apanha todo santo dia”.

O Palácio do Planalto agendou para esta segunda-feira como despedida de Haddad – que deixa o governo para disputar a prefeitura de São Paulo – uma cerimônia para o anúncio de um milhão de bolsas de estudo concedidas pelo Programa Universidade para Todos (ProUni). Criado em 2005, o ProUni garante bolsas de estudo integrais e parciais a alunos carentes.

Ao destacar a origem do ProUni, Fernando Haddad relembrou que o programa foi alvo de críticas por ter sido anunciado ao Congresso na época como a “estatização de vagas nas universidades” e disse que o projeto de distribuição de bolsas escolares enfrentou críticas como as que hoje o Enem tem de lidar.

“As críticas ao ProUni É como o Enem hoje: apanha todo santo dia. Só que com essas ações de educação do governo, são essas realizações que promovem um maior avanço democrático de acesso ao Ensino Superior. São muitas iniciativas para promover uma reforma só. Chegar a esse resultado não é fácil, como não é fácil de chegar a nenhum resultado com programas dessa escala. Tudo é muito difícil de realizar e de colocar de pé”, disse o ministro, que agradeceu ainda o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff por manterem o “compromisso de priorizar a educação”.

Ao relembrar que comemorava a entrega de um milhão de bolsas de estudo de Ensino Superior às vésperas de deixar o MEC, Haddad destacou, por fim, que foi sua esposa, Ana Estela Haddad, quando assessora do então ministro da Educação, Cristovam Buarque, quem percebeu a excessiva demanda por bolsas de estudo a alunos carentes. As recorrentes cartas com pedidos de bolsa de estudo foram, segundo ele, a gênese do ProUni.

Via Portal Terra

comentários


  1. Matheus disse:

    As críticas vem por conta dos erros e da insegurança…

  2. Matheus disse:

    Mas creio que estamos no caminho certo…

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